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domingo, 17 de março de 2013

Leite de vaca X Leite de soja

Ainda não vou introduzir leite na alimentação da Larissa, mas já me preocupo com isso. Pesquisei muito pouco sobre este assunto e gostei muito deste esclarecimento postado no Blog As delícias do Dudu. Alias, adorei este Blog. O pouco que li já achei ótimo. Muitas ideias e informações sobre alimentação de bebês e crianças. A moça que escreve é nutricionista, então, tem base no que escreve. Enfim, não queria introduzir leite de vaca para a Larissa e não sabia o que era de fato o leite industrializado, famoso Nan.

Leite de soja ainda me parece a melhor opção, mesmo sabendo que se trata de produto transgênico. 100% perfeito, acho que não há. Seria, para mim, o menos pior, vai. Mas, ainda quero pesquisar mais sobre isso. Aqui está o post:

1. Qual a importância dos nutrientes do leite materno no desenvolvimento do bebê?
O leite materno possui nutrientes como gorduras (35% a 58%), carboidratos (35% a 44%), proteínas (5% a 7%), cálcio, fósforo, vitaminas, ferro e uma série de outros micronutrientes. Os carboidratos fornecem energia ao bebê. As gorduras são fontes concentradas de energia que oferecem mais de 50% das necessidades do bebê e são ricas em ácidos graxos, importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos. Já as proteínas são fonte de aminoácidos essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança. O cálcio e o fósforo atuam na formação de ossos e dentes. O ferro previne a anemia e a vitamina A ajuda nos processos de crescimento, desenvolvimento visual e integridade do sistema imunológico do bebê.
2. Quais substâncias do leite materno estão relacionadas ao sistema imunológico?
O leite materno é rico em diversas substâncias que fortalecem o sistema imunológico do bebê como os anticorpos, proteínas que defendem o organismo e os prebióticos, tipo de carboidrato conhecido como oligossacarídeo, que estimula o crescimento de bactérias benéficas no organismo e auxilia na prevenção de doenças alérgicas e infecções.
3. O que são os prebióticos?
Os prebióticos são o terceiro maior componente do leite materno. Trata-se de um tipo de carboidrato (oligossacarídeo), que estimula o crescimento de bactérias benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos no intestino, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês. Além de garantir uma microflora intestinal saudável, os prebióticos diminuem os riscos de infecções comuns na infância como as infecções respiratórias, a diarréia e os quadros de alergias. É interessante lembrar que o leite de outros animais não possuem prebióticos.
4. O leite de vaca, cabra e soja são indicados para os bebês?
O leite de soja, vaca e de outros animais não são indicados, rotineiramente para crianças com menos de 1 ano de idade. O leite de vaca contém mais de 25 proteínas potencialmente alergênicas, das quais a beta-lactoglobulina (proteína do soro do leite) possui o maior potencial para induzir reações imunes. Cerca de 90% das proteínas de outros leites, como o de cabra e de ovelha, são semelhantes às do leite de vaca e altamente alergênicas. Por isso, esses leites devem ser evitados ao máximo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a não ser em casos excepcionais, a criança até pelo menos um ano deve receber apenas o leite materno. As fórmulas de soja ou mesmo aquelas obtidas a partir do leite de vaca podem eventualmente substituir o leite materno quando este, por quaisquer motivos, não puder mais ser fornecido. As bebidas à base de soja são indicadas para crianças maiores, adolescentes e adultos. O uso prolongado da soja, em crianças, ainda é passível de algumas restrições em termos de segurança em longo prazo.
Aproveitando essa ponte, vou responder uma dúvida que acredito que seja de muitas...
Do que são feitas as fórmulas infantis?
A maioria das fórmulas infantis é à base de leite de vaca modificado, para que se pareçam o mais possível com o leite materno. Os fabricantes modificam o leite de vaca para o consumo de bebês ajustando os níveis de carboidratos, proteínas e gordura, e acrescentando vitaminas e minerais. A proteína do leite é bastante alterada nas fórmulas para tornar sua digestão mais fácil, já que os bebês só estarão aptos a digerir leite de vaca normal (integral) depois do primeiro ano de vida. Além disso, o leite comum não é recomendado por também ser pobre em ferro, o que pode levar a uma anemia. Além disso o leite de vaca atrapalha na absorção do ferro dos outros alimentos, piorando e correndo assim um risco ainda maior de anemia.
5. Quais alimentos devem ser evitados no primeiro ano de vida do bebê?
A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade. Após essa faixa etária, o leite materno deve ser complementado com outros alimentos, até dois anos ou mais. Os alimentos que devem ser evitados, pelo menos nos primeiros 12 meses, são o mel, a farinha de trigo, a clara do ovo, refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos como salsicha, lingüiça, mortadela e presunto, frituras, café, chá mate e chá preto. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais. As fórmulas à base de leite de vaca modificado e soja podem ser oferecidas ao bebê, quando o leite materno não é passível de ser utilizado.
6. Os bebês devem comer alimentos com açúcar?
O açúcar, assim como o sal, deve ser evitados até o 1º ano de vida da criança. O açúcar existente de forma natural em alimentos como o leite materno, frutas, batatas, entre outros, é suficiente para as necessidades do organismo do bebê. Sociedades nacionais e internacionais como o ESPGHAN (Sociedade Européia de Pediatria e Gastroenterologia) e a Comunidade Européia contra-indicam o consumo exagerado da sacarose, uma vez que isso aumenta as chances do surgimento de cáries e o desenvolvimento do hábito de consumir alimentos doces, predispondo à obesidade e ao diabetes.
Alimentos não recomendados nos primeiros 12 meses:
  • Farinha de trigo
Contém glúten e a criança pode apresentar intolerância à substância.
  • Ovo
O ovo inteiro pode ser introduzido, sempre cozido, após o sexto mês. A exceção está em crianças com alergia alimentar e quadros alérgicos intensos, que devem evitar a clara (rica em proteína).
  • Mel
Com exceção do industrializado, o mel selvagem deve ser evitado antes do primeiro ano de vida, pois pode oferecer risco de contaminação, com o Clostridium botulinum, microorganismo causador do botulismo.
  • Pescados e frutos do mar
Indicado somente após o primeiro ano, pois são muito alergênicos.
  • Carne de porco
Deve ser evitada devido ao alto teor de gordura saturada, além de causar possíveis alergias.
  • Sucos prontos (industrializados)
São recomendáveis depois de 2 anos, e mesmo assim, eventualmente. Os sucos naturais contêm mais vitaminas e muito menos açúcar.
  • Embutidos e frios
Como possuem muita gordura, sal e conservantes, devem ser evitados até os 2 anos.
  • Alimentos industrializados
Em geral, estes produtos têm em suas fórmulas corantes e conservantes, por isso não devem ser consumidos por crianças antes de um ano de vida. Além disso, contém um alto teor de gordura hidrogenada, o que pode provocar obesidade e uma alteração nas taxas de colesterol e triglicérides.
  • Refrigerantes
Esse tipo de produto tem elevada proporção de açúcar, corantes e outras substâncias sem nenhum valor nutritivo. Além disso, atrapalham a absorção de cálcio. Daí o motivo para serem evitados.
  • Enlatados
Contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que podem irritar a mucosa gástrica da criança, comprometendo a digestão e a absorção dos nutrientes, além do baixo valor nutritivo.
  • Doces
Os açúcares e doces tiram a fome e ainda prejudicam o valor calórico das refeições. Neste caso, o ideal é que eles sejam consumidos no fim do primeiro ano e em quantidades bem pequenas. Deve-se dar preferência às frutas da estação.
Lembrando o tomate é recomendado esperar somente se houver casos de alergia na famila, caso contrário não tem problema.
O morango é recomendado após 1 ano por conta dos agrotóxicos, se for morango orgânico não tem problemas ser antes.
Frutas ácidas como o abacaxi, maracujá, kiwi também acabam entrando nessa recomendação, porém não havendo histórico de alergia na familia pode ser introduzida aos poucos, lembrando que não é necessário adicionar açúcar, aqui no blog ensino como adoçar sem colocar açúcar nenhum.
Fonte: Vya Estelar

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Um bom menu e minha filha saudável

Tenho para mim que o fato de somente amamentar não basta como sinônimo de saúde para o bebê. Calma, calma! Claro que amamentar é a melhor coisa para o bebê, mas como está este leite? Se considero que tudo o que me alimento vai para o leite, logo, minha filha mama tudo o que como, certo? Daí que se eu me alimento direitinho, a Larissa vai ficar saudável, mas se começo a comer porcarias, ela vai sofrer as consequências disso. É fato!

Sempre escuto relatos de bebês que ficam facilmente doentes ou que choram muito. Apesar de opiniões contrárias, acredito que a saúde do bebê está totalmente relacionada com a alimentação da mãe. Para melhorar a saúde do bebê basta a gente melhorar a nossa alimentação. E a preocupação não deve ser só na amamentação não. Acredito que esta relação tem validade desde a gestação.

E o que é melhorar a alimentação? É almoçar e jantar uma comidinha fresca com pouca (ou nenhuma!) gordura, com legumes, verduras e carnes brancas. É evitar carnes vermelhas, embutidos e refrigerantes. É comer frutas e evitar doces. É dar preferência para os produtos orgânicos, livres de agrotóxicos. É não beber leite de vaca. É evitar remédios e beber muita, mas muita água. E nem vou mencionar a ingestão de álcool porque acredito não ter necessidade.



Fácil falar, difícil é fazer! Pois é, mesmo sabendo de tudo isso ainda peco na alimentação. Sempre dou uma escapada. Mas, também não acho que isso seja ruim. Não pode ser tão radical assim, né?! O que acho sadio é me alimentar de 3 em 3 horas e balancear a alimentação com bom senso. Como um doce (tento não exagerar!), mas como frutas antes. Procuro deixar para comer as pizzas, lanches, pastéis e afins no final de semana. Não sou fã de refrigerantes, então é fácil evitá-los. Mas, acho que se tomar um copinho no almoço de domingo não vai fazer tanto mal assim. É mexer um pouquinho na alimentação, tentar deixar a preguiça de lado e fazer um pouco de sacrifício em favor da saúde da Larissa. Ás vezes é tão mais fácil fazer aquele macarrão rapidex, só que aí me bate um peso e resolvo cozinhar um legume e fazer uma salada.

O resultado? Olha, pode ser cedo ainda pra falar, mas a Larissa não teve uma cólicazinha para contar história. Tá bem, pra não falar que nunca teve, reparei outro dia que acordei com ela se mexendo muito no carrinho de madrugada, resmungando bastante e dali um pouco ouço um pum! E foram vários depois. Logo lembrei do delicioso lanche do Mc Donald´s que tinha comido e dos golinhos de Coca que tomei. Dor na consciência. Por enquanto, a saúde dela é ótima. Não tem alergias, dores, nadica pra falar. Por isso, pretendo continuar no meu menu, fora da minha zona de conforto.

E que fique registrado, minha intenção neste post é somente expor minha opinião e tentar ajudar na reflexão sobre o assunto. Porque no final das contas, buscando a saúde do bebê, acabamos melhorando a nossa saúde também.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A minha história da amamentação

Confesso que entre tudo que tentei me preparar na gravidez para a chegada da Larissa, o que mais temia nem era o parto e sim a amamentação. A dor a gente encara e o medão de não poder amamentar seu filho? Vou falar, é cada coisa que mãe tem na cabeça, é cada neurose maluca, que só nós mamães pra entender mesmo. No final das contas, o parto doeu pra burro e a amamentação foi super tranquila.
Larissa pegou o bico do peito super fácil, logo de primeira. Nem precisei correr atrás daquelas famosas conchinhas para amamentação, pois já tinha bico. É incrível como nascem com o instinto de sugar. A enfermeira me ajudou a encaixá-la, eu tensa se ia dar tudo certo e, voilà, Larissa mamou.
Acontece que o leite não desce logo que o bebê nasce. Cada mulher tem seu tempo. O meu foram 2 dias. Larissa nasceu na segunda cedo e o leite só desceu na quarta de noite. Enquanto isso, dava o peito pra ela o tempo todo para estimular e complementava com Nan (com a maior dor no coração!).
As temidas rachaduras aconteceram sim. Nosso seio não está preparado pra tanta sugação, então assa, dói muito, racha e dá desespero toda hora que o bebê tem a mínima intenção de mamar. A primeira semana foi trash, meu peito rachou e doía muito quando ela mamava. Até cheguei a passar vitamina E, mas ficava com preguiça de limpar toda hora que ela quisesse mamar e com medo dela ingerir aquilo, sei lá o que poderia provocar nela (outra neurose!). Resolvi, então, enfrentar a dor. Ficava na cabeça "Não vai doeeer, não vai! Já já passa!!!É pro bem dela!!" E assim ,meu peito foi sarando e se acostumando. Agora quando dói, já sei que a pega dela tá errada, mudo a posição e pronto!
Acho que após uns 15 dias, tive minha primeira experiência com leite empedrado. O peito fica duro em uma parte e dói pra caramba. 'Falaram' pra entrar debaixo do chuveiro quente e lá fui eu fazer esta bobeira. Pedi pro maridão pesquisar na internet pra mim e vimos que, na verdade, o leite desempedra mesmo, mas a água quente estimula ainda mais a produção de leite. Conclusão: empedrou de novo! Dá um desespero! Parece que ela mama, mama, faz força pra sugar e não sai nada. Teve uma vez que ela chegou a chorar de fome. Ai dó! Então, vimos também que o bom mesmo era compressa de água fria (que eu não fiz) e massagem. Entramos no Youtube e vimos como fazer a massagem (uma outra opção seria procurar a maternidade que o bebê nasceu que as enfermeiras ensinam como fazer). Fiz a massagem, quase chorando de dor e o leite saiu. Agora já sinto quando o leite tá querendo empedrar, aí invisto neste peito pra Larissa e já faço a massagem.
Percebi que a produção do meu leite, além de estar diretamente relacionada com a quantidade que a Larissa mama, também tem influência com a quantidade de líquidos que bebo. Líquidos quero dizer sucos e muita, mas muita água. Também percebi que o sutiã de amamentação apertava meus peitos bem naquela região que o leite empedrava. Acho que deve apertar os dutos desta região, não sei.
Sei que no primeiro mês é mais tenso porque a produção de leite está se adequando à quantidade que o bebê mama. Depois do acerto, fica tudo mais tranquilo. E é uma delícia!